Profecias na Mídia

Guerreiros de Oração - Guará-DF




Duas matérias muito especiais:

Católicos e mulçumanos fazem encontro histórico

Católicos e mulçumanos combaterão o terrorismo

Veja como o Vaticano está trabalhando com os mulçumanos


UMA PROFECIA QUE SE CUMPRE:

Eventos Finais pg.159 - (segue na íntegra)

   A Música Torna-se um Laço 

   As coisas que descrevestes como tendo lugar em Indiana o Senhor revelou-me que haviam de ter lugar imediatamente antes do fim do tempo da da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com baterias, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. ... 

   Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção. As forças das instrumentalidades satânicas misturam-se com o alarido e barulho, para ter um carnaval, e isto é chamado de operação do Espírito Santo. ... Essas coisas que aconteceram no passado hão de ocorrer no futuro. Satanás fará da música um laço pela maneira por que é dirigida. Mensagens Escolhidas, vol. 2, págs. 36 e 38. 

   Não demos lugar a essas estranhas tensões mentais, que afastam na verdade a mente das profundas atuações do Espírito Santo. A obra de Deus sempre se caracteriza pela calma e a dignidade. Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 42. 

ORIGINAL EM INGLÊS:

   Music Is Made a Snare 

    The things you have described as taking place in Indiana,[1. THESE COMMENTS WERE MADE IN CONNECTION WITH THE "HOLY FLESH" MOVEMENT AT THE INDIANA CAMP MEETING OF 1890. FOR FURTHER DETAILS, SEE SELECTED MESSAGES, BOOK 2, PP. 31-39.] the Lord has shown me would take place just before the close of probation. Every uncouth thing will be demonstrated. There will be shouting, with drums, music, and dancing. The senses of rational beings will become so confused that they cannot be trusted to make right decisions. . . . 

   A bedlam of noise shocks the senses and perverts that which if conducted aright might be a blessing. The powers of satanic agencies blend with the din and noise to have a carnival, and this is termed the Holy Spirit"s working. . . . Those things which have been in the past will be in the future. Satan will make music a snare by the way in which it is conducted.--2SM 36, 38 (1900). 

   Let us give no place to strange exercisings, which really take the mind away from the deep movings of the Holy Spirit. God"s work is ever characterised by calmness and dignity.--2SM 42 (1908). 



Michelson Borges


·  Reino Unido já está em recessão
·  Bush aceita presidir reunião de cúpula
·  O Cético: a complexidade do Universo
·  A crise financeira e o cenário profético
·  Novas palestras para download
·  Crise mundial afetará política externa dos EUA
·  Ministra da Dinamarca quer apoio ecológico dos EUA...



Bush aceita presidir reunião de cúpula para debater crise

George Bush se reuniu com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e aceitou coordenar uma reunião com os principais líderes mundiais. Para Sarkozy, não será possível continuar com as mesmas regras. Querem uma "nova ordem global".

[VEJA AGORA A REPORTAGEM EM VÍDEO]

 


O papa como sinal de união dos cristãos

Cidade do Vaticano, 13 out (RV) – O representante da Igreja Ortodoxa da Grécia, que participa do Sínodo dos Bispos, no Vaticano, arquimandrita Ignatios D. Sotiriadis, conselheiro da Representação da Igreja da Grécia na União Européia, reconheceu na Assembléia sinodal, na manhã de sábado, "o papel do bispo de Roma como sinal de unidade entre os cristãos".

O pronunciamento do arquimandrita ortodoxo foi um dos mais aplaudidos na primeira semana de trabalhos na sala do Sínodo: "Santidade, nossa sociedade está cansada e doente! Procura, mas não encontra! Bebe, mas não sacia a sua sede! Exige de nós cristãos - católicos, ortodoxos, protestantes, anglicanos - testemunho comum e voz uníssona! Eis a nossa responsabilidade como pastores das Igrejas no século XXI".

Sotiriadis apresentou "a missão primordial, histórica e extraordinária do primeiro Bispo da cristandade, que preside na caridade", e, sobretudo, de um Papa que é "Magister Theologiae" (mestre de teologia): ele é sinal visível e paterno de unidade e guia, sob a orientação do Espírito Santo e segundo a Sagrada tradição, com sabedoria, humildade e dinamismo, junto a todos os bispos do mundo, co-sucessores dos apóstolos, toda a humanidade a Cristo Redentor!".

(...)

'Spots' de um mundo em crise

Para chefe do FMI, sistema financeiro está perto de 'derreter'

O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, disse neste sábado que o sistema financeiro internacional está "à beira do derretimento sistêmico" e criticou a postura do G7, o grupo das sete maiores economias do mundo, em relação à crise.
...
Fonte - BBC

Bush defende coordenação global contra crise

Washington, 11 out (EFE).- A resposta mundial para a crise econômica que se estende pelo mundo deve ser coordenada, afirmou hoje o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que acrescentou que todos estão "nisso juntos" e sairão "juntos".
...
Fonte - G1

Bush diz que crise precisa de 'resposta global séria'

Em um breve discurso realizado na manhã deste sábado em Washington após uma reunião com os ministros das Finanças dos países do G7 (o grupo dos sete países mais ricos do mundo), o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que todos concordam que é necessária uma "resposta global séria" à crise financeira.

"Todos nós reconhecemos que esta é uma séria crise global e por isso precisa de uma resposta global séria para o bem de nossas populações", afirmou Bush.

Fonte - O Globo

Nota DDP: Sistema sob ameaça de derretimento sistêmico, onde todos estão juntos e, produzirão um resposta uníssona para o bem das populações. A Nova Ordem Mundial chegou, definitivamente. Aguardemos as medidas.




TUDO ACONTECENDO AO MESMO TEMPO


UNIÃO DAS IGREJAS

Vejas as noticias:

1-'Ecumenismo não está em crise, chega a sua maturidade' Fala a teóloga alemã Jutta Burggraf
http://www.zenit.org/article-15682?l=portuguese

2- Não há estancamento ecumênico
http://www.zenit.org/article-16839?l=portuguese

3- Papa diz que mundo precisa de unidade de Igrejas cristãs
http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI2130511-EI294,00.html

4- O mundo necessita testemunho de unidade dos cristãos, diz o Papa
http://www.acidigital.com/noticia.php?id=12529

5-Vaticano: não há distinção entre católicos, ortodoxos e protestantes
http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI2698563-EI312,00-Vaticano+nao+ha+distincao+entre+catolicos+ortodoxos+e+protestantes.html

 

ESTRATÉGIA PAPAL PARA UMA FUTURA LEI DOMINICAL:


1- Vaticano organiza seminário sobre Aquecimento Global
http://www.portalanjo.com/portal_artigos/inicio.php?secao=materia&id=1884

2- Crise climática preocupa Vaticano.
http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=45511&seccaoid=4&tipoid=32

3- Chamado do Papa à responsabilidade com a criação
http://www.zenit.org/article-14788?l=portuguese

4-O fundamental e o secundário no discurso do papa Bento XVI
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=27591

5- Deus quer luta contra aquecimento, diz Igreja
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL27957-5603,00.html

6)Bispos da UE promovem reflexão sobre alterações climáticas
http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=55402&seccaoid=4&tipoid=53

7)Santa Sé na ONU: «crise do meio ambiente é um desafio moral»
http://www.zenit.org/article-16602?l=portuguese

8) Ante alarme ambiental, Papa pede «despertar moral»
http://www.zenit.org/article-16870?l=portuguese

Vaticano prepara o caminho para o domingo:

1-É bom e ecológico descansar ao domingo
http://religionline.blogsome.com/2007/09/14/e-bom-e-ecologico-descansar-ao-domingo-diz-o-papa/

2- Vaticano pede apoio para o Congresso Internacional Eucarístico
http://www.zenit.org/article-17676?l=portuguese

Observação: Eucaristia é nada mais nada menos entre outras coisas a guarda do domingo.

3-Card. Cipriani convida a redescobrir o domingo como Dia do Senhor
http://www.acidigital.com/noticia.php?id=10223

4-Se o cristão abandonar o Domingo, renuncia à própria cultura, adverte o Santo Padre
http://www.acidigital.com/noticia.php?id=11199

5-Presidente do CELAM afirma que a guarda do domingo é prioridade
http://www.zenit.org/article-15664?l=portuguese

6-Papa critica a sociedade ocidental por desvirtuar o significado dos Domingos.
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,AA1629767-5602,00.html

EUA E VATICANO - DUAS FORÇAS QUE SE UNIRÃO

1-Aquecimento ameaça segurança, dizem militares dos EUA
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL22855-5603,00.html

2-Congresso americano aprova lei para reduzir o aquecimento global
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2007/08/05/

congresso_americano_aprova_lei_para_reduzir_o_aquecimento_global_952695.html

3-Bush e Gore discutem aquecimento global na Casa Branca
'http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2007/11/27/327330842.asp

4-Pope Praises Americans' Efforts to Defend Life and Marriage to New US Ambassador
http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/mar/08030401.html

Trecho dessa reportagem traduzidos:

'Os EUA estão 'ansiosos para trabalhar em parceria com a Santa Sé para melhorar a vida de todas as pessoas do mundo'...'
'A nova Embaixadora insistiu em que as relações entre a Santa Sé e os EUA são fundamentais 'na busca da liberdade, da justiça, da paz e da dignidade humana em todo o mundo'.'

5-Bento XVI aos norte-americanos: Só a Lei de Deus traz paz
http://www.ansa.it/ansalatinabr/notizie/rubriche/vaticano/20080408094334630000.html

6-Bush para papa: o mundo precisa de uma lei moral
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/04/080415_papaeuabg.shtml


7-Transcrevo as manifestações do Secretário Geral da ONU por ocasião da visita do pontífice aos EUA:

'Nos tempos de hoje enfrentamos muitos desafios e precisamos do firme apoio espiritual do papa' 'sua santidade, de muitas maneiras, sua missão é a nossa'
Fonte: http://www.zenit.org/article-18177?l=portuguese

8- Em nova visita ao Vaticano em 2008, novas manifestações singulares de Bush, dizendo ser “um enorme fã desse Papa”, que “o Vaticano é mais importante que o Texas”, ou simplesmente, no contexto de sua recepção pelo pontífice: “Que honra, que honra, que honra”. Antes mesmo de consumar a visita, demonstrando seu ânimo, disse: “a religião é paz e ninguém melhor que o Papa para interpretar essa mensagem”.
Fonte: http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/06/13/e13065085.html






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Colapso financeiro: prenúncio da Nova Ordem Mundial



[veja]

Sai sobre o furacão IKE
[INFORMAÇÕES]
[FOTOS]

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Guerra dos Sentidos - Daniel Spencer

Semana de oração gravada

- 01 - Quadro Profético [Baixe aqui]
– É o pano de fundo em cima do qual ele desenvolverá subseqüentemente as idéias.

- 02 - Escola Sabatina [Baixe aqui]
– É basicamente a lição da escola sabatina que pela felicidade do tema, ele consegue até com certa felicidade contextualizar a lição (sem perde-la diga-se de passagem) com o tema que ele iniciou na sexta-feira. Não ficou isolado, e acho que ficou valendo até como um'apêndice' ao assunto sexta-feira.

- 03 - Culto Divino [Baixe aqui]
– Longo. O Clímax do desenvolvimento teológico/profético – Sermão com quase 2 horas de duração, mas que vale cada minuto.

- 04 - Música [Baixe aqui]
– Tema técnico sobre a música nesse contexto teológico/profético – Aborda aspectos históricos da musica... (principalmente o acesso do negro escravo americano a instrumentos musicais dos 'brancos' após a guerra civil americana origem do blues, jazz, soul e seu desenvolvimento para o pop-rock), com avaliação dos bastidores das grandes bandas de alguns álbuns, 'curiosidades' no desenvolvimento destes, etc. É feliz na exemplificação de aspectos rítmicos onomatopaicos para ilustrar.

- 05 - Publicidade - Cinema e TV [Baixe aqui]
– Tema sobre publicidade sem a abordagem 'clássica' das mensagens subliminares que, como ele disse brincando, 'todo mundo já sabe, o diabo já cansou de usar... já 'não pega mais ninguém'.... e o diabo 'já andou com a fila'... está mais 'sofisticado' (rsss ). O ponto central desta palestra é TV e Cinema. Infelizmente no áudio a critica que ele faz da Paixão de Mel Gibson não pode ser acompanhada das imagens editadas por ele quando da palestra ao vivo. Mas vale as idéias.
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Índia: conflito entre muçulmanos e cristãos deixa mortos

Orissa, Índia... [ASN]
A Igreja Adventista está em oração pelo que está ocorrendo com os cristãos que moram na cidade de Orissa, na Índia. Há alguns dias se iniciou um conflito entre muçulmanos e cristãos. Casas, igrejas e escolas cristãs estão sendo incendiadas e pessoas estão sendo mortas. Já se tem notícia da morte de 15 adventistas do sétimo dia. Os demais se encontram foragidos nas matas.

Os líderes da Igreja solicitam que os irmãos se unam em oração em favor dos cristãos que moram naquela região.
[Equipe ASN – Redação]




Veja também uma notícia sobre a lei dominical na CROÁCIA:

[VEJA AQUI]

[VEJA NOTÍCIA OFICIAL DA IGREJA]

Deputados proíbem funcionamento do comércio aos domingos no Estado

[VEJA AQUI]

Acompanhe os passos de Roma:

[VEJA AQUI]

Mensangens especiais:

_Claudia Shirley:
Sofonias 1:7 a 18 e 2:1 a 3
_Paulão:
Obadias 15 a 21
_Manassés:
Isaías 29:1 a 8
_Elaine:
Miquéias 4
_Carlos Moniz:
Apoc 21


Pesquisador Adventista
Aponta Fatores que Favorecerão a
Santificação do Domingo


[VEJA AQUI]






Economia internacional

Entenda a crise do crédito

Um período de forte disponibilidade de recursos (liquidez) no mercado internacional gerou um esgotamento de clientes no segmento de financiamento imobiliário e hipotecas nos Estados Unidos. Com recursos sobrando e poucos consumidores com bom histórico de pagamento disponíveis, os bancos passaram a emprestar dinheiro nestas modalidades a pessoas que tinham menos garantias.

Os problemas para estas instituições começaram no final de julho de 2007, quando foram divulgadas as primeiras perdas com este tipo de negócio, frente às dificuldades para recuperar os empréstimos concedidos.

Além dos problemas nas instituições financeiras, a crise chegou às bolsas de valores já que estes mesmos bancos vendiam papéis atrelados aos ganhos com os empréstimos imobiliários. Com medo de perdas, houve uma corrida para resgatar o dinheiro aplicado nestes fundos e, conseqüentemente, uma preocupação se os bancos teriam condição de honrar os compromissos com os investidores em fuga.

Mesmo com a ação dos bancos centrais mundiais, que injetaram dinheiro nos mercados, a American Home Mortgage Investment, uma das maiores fornecedoras independentes de empréstimos residenciais de baixo e médio riscos nos Estados Unidos, entrou com um pedido de recuperação judicial em agosto de 2007.

Os problemas se agravaram em 2008. Em maio, o JPMorgan Chase, um banco comercial, comprou o 5º maior banco de investimentos dos EUA, o Bear Stearns, por US$ 236 milhões. A operação só ocorreu após o Federal Reserve (FED, o banco central americano) ter aceitado financiar US$ 30 bilhões de ativos de menor liquidez da instituição com problemas.

Já em setembro, duas grandes instituições financeiras envolvidas na crise de crédito tiveram destinos distintos. O Lehman Brothers - 4º maior banco de investimento dos EUA - pediu concordata, afetado por perdas acumuladas de US$ 7,8 bilhões e uma carteira de ativos que ainda contava com US$ 54 bilhões em investimentos atrelados ao mercado imobiliário com risco potencial de difícil avaliação.

Um dia depois, a seguradora American International Group (AIG) recebeu um empréstimo de US$ 85 bilhões do governo americano para evitar um possível pedido de falência, após perdas de US$ 18,5 bilhões em três trimestres consecutivos. A empresa foi afetada por ter muitas apólices que protegiam bancos de perdas com investimentos de alto risco.

Ainda em setembro, o banco Washington Mutual - maior de poupança e empréstimos nos EUA - foi fechado pelo governo, na maior falência de um banco na história do país. Os ativos bancários da instituição foram vendidos ao JPMorgan Chase por US$ 1,9 bilhão. Segundo o órgão que fechou o Mutual, o banco tem US$ 188,3 bilhões em depósitos e foi descrito como uma instituição de US$ 307 bilhões.

Entenda o pacote econômico de US$ 700 bilhões
Diante do aumento das perdas, o governo americano resolveu elaborar um plano de ajuda às instituições financeiros, em setembro. Contudo, o equivalente à Câmara dos Deputados dos Estados Unidos rejeitou em uma primeira votação o megapacote econômico de US$ 700 bilhões.

Apesar do resultado, autoridades do governo e congressistas afirmam que novas negociações serão realizadas em busca de um acordo que garanta a aprovação do pacote em uma nova votação nos próximos dias.

Se a proposta de 106 páginas for aprovada, os Estados Unidos vão testemunhar a maior intervenção do governo na economia desde a crise de 1929.

A BBC preparou uma série de perguntas e respostas para ajudar a entender o que está sendo proposto.

Quais são as principais propostas do pacote?
O pacote de ajuda ao mercado financeiro tem cinco pontos principais:
1. US$ 700 bilhões serão liberados em parcelas para a compra de papéis podres em poder de bancos e outras empresas em dificuldades financeiras.

Esse é considerado o ponto mais polêmico do plano. Para muitos americanos, trata-se de um proposta de "socorro a banqueiros" paga com o dinheiro do contribuinte.

Com isso em mente, parlamentares democratas exigiram mudanças na proposta original - mas há sinais de que nem todos estão satisfeitos com o plano atual.

Por sua vez, alguns membros do Partido Republicano, o mesmo do presidente George W. Bush, são por princípio contra a intervenção do Estado no mercado e por isso resistem à idéia.

2. O pacote prevê restrições nos pagamentos feitos a executivos das instituições beneficiadas pela ajuda;

3. O governo terá participação em empresas que forem ajudadas;

4. A implementação do pacote será supervisionada por uma comissão;

5. O Tesouro terá que estabelecer um programa de seguros para garantir os ativos das empresas que estão com problemas.

Como o pacote deve funcionar?
Depois da aprovação da proposta pelo Legislativo e pelo Executivo americanos, os US$ 700 bilhões devem ser desembolsados em três parcelas: primeiro, US$ 250 bilhões serão liberados imediatamente após a aprovação do pacote. Depois, se o presidente americano pedir, mais US$ 100 bilhões. A segunda metade dependerá de uma nova aprovação do Congresso.

Com o dinheiro, o governo ajudará as instituições com problemas, comprando os papéis podres, em troca de ações das empresas. Dessa forma, se o banco se recuperar, os contribuintes vão lucrar com os dividendos dos papéis.

Passará a haver restrições aos pagamentos dos executivos dos bancos, que deixarão de ter os chamados "pára-quedas dourados" - imensos pagamentos destinados a banqueiros que estão deixando suas instituições.

O governo vai cancelar deduções de impostos a empresas que pagarem mais de US$ 500 mil por ano a seus executivos.

O Tesouro também lançará um programa de seguros para garantir os ativos dos bancos em dificuldade. Os prêmios seriam pagos pelas próprias instituições financeiras socorridas.

Por fim, será criado o comitê que ficará encarregado de supervisionar a aplicação do dinheiro do pacote. Entre as autoridades que farão parte desse comitê estão os presidentes do Fed (o banco central americano), Ben Bernanke, e da Comissão de Mercado de Valores (órgão que regulamenta o mercado de ações, semelhante à Comissão de Valores Mobiliários brasileira), Chris Cox.

O que são papéis podres?
Papéis podres são títulos com possibilidade de não serem pagos a seus detentores. Ou seja, têm alto potencial de prejuízo, apesar de o volume das perdas que eles representam ser incerto. Isso acontece porque eles estão atrelados a financiamentos imobiliários.

A atual crise foi desencadeada pelo aumento da inadimplência de pessoas que contraíram hipotecas, mas não se sabe ao certo quais conseguirão honrar seus compromissos ou não.

Por que a compra desses papéis deve ajudar os bancos com problemas?
A proposta em votação no Congresso é que os papéis sejam comprados pelo valor de maturação, muito superior ao valor de mercado.

Com isso, as empresas em dificuldades receberiam uma grande injeção de capital, melhorando suas contas.

Isso, por sua vez, diminuiria a insegurança e aumentaria a liquidez do mercado - já que os bancos ganhariam mais segurança para emprestar recursos uns ao outros.

Quando o pacote deve ser aprovado?
Depois de dias de negociações, congressistas democratas e republicanos anunciaram em 28 de setembro um acordo sobre a proposta, mas não existia nenhuma garantia de que o pacote seria aprovado logo.

A incerteza foi comprovada no dia seguinte, com a rejeição do pacote na primeira votação realizada na Câmara dos Representantes.

Mesmo assim, existe a expectativa de que o pacote ganhe o respaldo do Congresso nos próximos dias devido ao forte apoio ao plano - inclusive por parte dos candidatos republicano e democrata à Presidência dos Estados Unidos, John McCain e Barack Obama.

Os parlamentares podem propor modificações à proposta, o que poderia estender as negociações. Depois de aprovado no Congresso, o pacote ainda precisaria da sanção do presidente George W. Bush - que poderia vetar alguns pontos negociados pelos congressistas.

Cronologia: Crise nos mercados financeiros
Depois de dois anos, entre 2004 e 2006, quando a taxa de juros subiu de 1% para 5,35%, o mercado imobiliário americano começou a sofrer, com preços dos imóveis caindo e aumento na inadimplência de mutuários.

A inadimplência em empréstimos do tipo subprime - hipotecas de alto risco para pessoas com histórico ruim de crédito - atingiu níveis recordes.

Abril a agosto de 2007: contágio do subprime
A New Century Financial, especializada em empréstimos subprime, pediu concordata e demitiu metade dos seus funcionários.

Com suas dívidas sendo repassadas para outros bancos, o mercado subprime começou a entrar em colapso.

O banco de investimentos Bear Stearns diz que seus investidores não conseguirão resgatar o dinheiro investido em seus fundos hedge.

O diretor do Federal Reserve (o banco central americano), Ben Bernanke, diz que a crise do subprime pode custar US$ 100 bilhões.

Agosto 2007: Tamanho da crise é vem à tona
9 de agosto
O banco de investimentos PNB Paribas diz a seus investidores que eles não conseguirão resgatar seus investimentos, devido à "completa evaporação da liquidez" do mercado.

É um sinal claro de que os bancos estão se recusando a emprestar dinheiro uns aos outros.

O Banco Central Europeu investe 95 bilhões de euros no setor bancário, para melhorar a liquidez. Em seguida, mais 108,7 bilhões de euros são investidos. Os bancos centrais dos Estados Unidos, Canadá e Japão começam a intervir.

17 de agosto
O Federal Reserve corta pela metade a taxa de juros para empréstimos a bancos, para 5,75%.

Setembro 2007: Corrida aos bancos
13 de setembro
O banco britânico Northern Rock pediu e recebeu ajuda financeira emergencial do banco central britânico. No dia seguinte, os correntistas retiraram mais de US$ 2 bilhões, em uma das maiores fugas de capital da Grã-Bretanha.

18 de setembro
O Federal Reserve corta a taxa de juro em meio ponto percentual.

Outubro de 2007: perdas começam a surgir
No dia 1º, o banco suíço UBS anunciou perdas de US$ 3,4 bilhões. Em seguida, o gigante Citigroup divulgou que perdeu US$ 3,1 bilhões com o mercado subprime - US$ 40 bilhões no acumulado de seis meses.

No fim do mês, o diretor do Merrill Lynch se demite, depois de anunciar que o banco tinha US$ 7,9 bilhões de dívidas que incluíam papéis podres.

Dezembro 2007: Ajuda do governo
No dia 6, o presidente americano, George W. Bush, anunciou um plano para ajudar milhões de mutuários com problemas. O Federal Reserve coordenou ao lado de cinco bancos centrais uma ação para empréstimos a outros bancos.

Fevereiro e março 2008: Nacionalizações e compras
7 de fevereiro
Ben Bernanke alerta para os efeitos da crise do sistema financeiro na economia real. Os líderes do G7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo) dizem que as perdas com o mercado subprime podem chegar a US$ 400 bilhões. O governo britânico nacionaliza o banco Northern Rock.

Em março, o Federal Reserve disponibiliza mais US$ 200 bilhões para bancos em dificuldade.

No dia 17, o quinto maior banco americano, Bear Stearns, é comprado pelo JP Morgan Chase por US$ 240 milhões (um ano antes, o banco valia US$ 18 bilhões).

Abril 2008: Mais efeitos na Europa
8 de abril
O Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta que as perdas devido à crise financeira internacional podem chegar a US$ 1 trilhão ou até ultrapassar esta marca.

Segundo o FMI, os efeitos da crise estão se espalhando para outros setores como crédito ao consumidor e dívidas de empresas.

Dois dias depois o Banco da Inglaterra diminui sua taxa de juros para 5%, um corte de 0,25%.

21 de abril
O Banco da Inglaterra divulga os detalhes de um plano ambicioso, da ordem de 50 bilhões de libras (cerca de R$ 171 bilhões) para ajudar bancos, um plano que permitiria que estes bancos trocassem dívidas de hipoteca que potencialmente arriscadas por títulos do governo, mais seguros.

Abril a junho de 2008: Bancos tentam conseguir dinheiro
22 de abril
O banco britânico Royal Bank of Scotland anuncia o plano para levantar dinheiro junto aos acionistas, lançando novas ações no mercado, que chegam ao valor 12 bilhões de libras (mais de R$ 41 bilhões), o maior lançamento de ações da história corporativa da Grã-Bretanha.

2 de maio
O banco UBS, um dos mais afetados pela crise financeira mundial, também lança ações no valor de US$ 15,5 bilhões para cobrir parte de suas perdas, que chegaram a US$ 37 bilhões, mais do que qualquer outro banco afetado pelas turbulências do mercado internacional.

19 de junho
O FBI prende 406 pessoas, incluindo corretores e empreiteiros, como parte de uma operação contra supostas fraudes em financiamentos habitacionais, que alcançaram valor de US$ 1 bilhão.

25 de junho
Outro banco britânico, desta vez o Barclays, anuncia os planos para levantar 4,5 bilhões de libras (cerca de R$ 15,4 bilhões) com lançamento de ações.

Julho de 2008: Grandes financiadores no limite
13 de julho
O banco de hipotecas americano IndyMac entra em colapso e se torna o segundo maior banco a falir na história dos Estados Unidos.

14 de julho
Autoridades financeiras dos Estados Unidos prestam assistência às duas gigantes do setor de hipotecas, Fannie Mae e Freddie Mac.

Juntas, as duas companhias são responsáveis por quase metade das hipotecas dos Estados Unidos e detêm ou garantem cerca de US$ 5,3 trilhões em financiamentos e são cruciais para o mercado imobiliário americano.

Agosto a setembro de 2008: Outros gigantes sofrem
4 de agosto
O gigante do setor bancário HSBC alerta que as condições dos mercados financeiros são as mais difíceis "das últimas décadas", depois de sofrer uma queda de 28% em seus lucros semestrais.

Dos grandes bancos europeus, o HSBC estava entre os mais atingidos pela crise do mercado imobiliário e de crédito dos Estados Unidos.

30 de agosto
O ministro da Fazenda britânico, Alistair Darling, afirma que a economia da Grã-Bretanha enfrenta sua pior crise dos últimos 60 anos em uma entrevista ao jornal The Guardian.

1º de setembro
Dados oficiais do Banco da Inglaterra mostram queda na aprovação de hipotecas em julho.

5 de setembro
Números do mercado de trabalho americano mostram que a taxa de desemprego no país subiu para 6,1%, causando ainda mais turbulência nos mercados financeiros.

7 de setembro
O governo dos Estados Unidos anuncia que está assumindo o controle das empresas de hipoteca Freddie Mac e Fannie Mae, numa operação que foi considerada uma das maiores do gênero na história americana.

O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, afirma que os níveis das dívidas das duas companhias significavam um "risco sistêmico" para a estabilidade econômica e que, se o governo não agisse, a situação poderia piorar.

10 de setembro
O Lehman Brothers, o quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, registra perdas de US$ 3,9 bilhões nos três meses anteriores a agosto.

O anúncio ocorre em meio a mais alertas econômicos feitos pela Comissão Européia, afirmando que Grã-Bretanha, Alemanha e Espanha poderão entrar em recessão até o final de 2008.

15 de setembro
Depois de dias em busca por um comprador, o Lehman Brothers entra com pedido de concordata, se transformando no primeiro grande banco a entrar em colapso desde o início da crise financeira.

O ex-presidente do Fed Alan Greenspan afirma que outras grandes companhias também poderão cair.

No mesmo dia, o Merrill Lynch, um dos principais bancos de investimento americanos, concordou em ser comprado pelo Bank of America por US$ 50 bilhões para evitar prejuízos maiores.

16 de setembro
O Federal Reserve anuncia um pacote de socorro de US$ 85 bilhões para tentar evitar a falência da seguradora AIG, a maior do país.

Em retorno, o governo assumirá o controle de quase 80% das ações da empresa e o gerenciamento dos negócios.

25 de setembro
Outro gigante do setor de hipotecas dos Estados Unidos, o Washington Mutual, é fechado por agências reguladoras e vendido para seu adversário, o Citigroup.

28 de setembro
A crise se alastra mais pelo setor bancário europeu com a nacionalização parcial do grupo belga Fortis, para garantir sua sobrevivência.

Autoridades na Holanda, Bélgica e Luxemburgo aceitaram investir 11,2 bilhões de euros na operação.

Nos Estados Unidos, legisladores anunciaram que chegaram a um acordo bipartidário para aprovação do pacote de US$ 700 bilhões para salvar instituições financeiras afetadas pela crise.

29 de setembro
A Câmara dos Representantes (deputados) dos Estados Unidos rejeita o pacote de US$ 700 bi proposto pelo governo americano para socorrer instituições financeiras afetadas pela crise. Os legisladores retomam as negociações para realizar uma nova votação na casa.

O Wachovia, o quarto maior banco americano, é comprado pelo Citigroup, em um acordo de resgate que conta com o apoio das autoridades americanas. Segundo este acordo o Citigroup vai absorver até US$ 42 bilhões dos prejuízos do Wachovia.

Na Grã-Bretanha, o governo confirmou a nacionalização do banco de hipotecas Bradford & Bingley. O governo assume o controle de financiamentos e empréstimos do banco no valor de 50 bilhões de libras (cerca de R$ 171 bilhões) enquanto suas operações de poupança e agências são vendidas para o Santander, da Espanha.

O governo da Islândia assume o controle do terceiro maior banco do país, Glitnir, depois que a companhia teve problemas com fundos de curto-prazo.

Com BBC Brasil.